Environmental Education- Florença- 14 de maio de 2026
Quinta-feira
Começámos o dia com uma atividade
de Role-Playing Game, na qual cada participante assumiu uma personagem
diferente (por exemplo: diretor de uma empresa em França, ministro em Itália,
agricultor no Gana, enfermeiro na Guiné Equatorial a trabalhar sem condições
mínimas de higiene, jornalista no Irão, entre outros). À medida que a formadora
colocava questões, avançávamos um passo sempre que a situação se aplicava à
nossa personagem.
Esta dinâmica permitiu-nos
refletir, de forma prática e envolvente, sobre as desigualdades globais ao
nível da alimentação, saúde, direitos humanos e ambiente. Trata-se de uma
atividade facilmente adaptável ao contexto de sala de aula, contribuindo para aumentar
a consciencialização dos alunos relativamente às desigualdades de oportunidades.
Além disso, também promove nos alunos a imaginação, o pensamento crítico e a
empatia para com os mais desfavorecidos.
Parafraseando a economista Kate
Raworth: “Precisamos de uma nova narrativa económica, adequada ao século XXI
— uma economia que esteja ao serviço da vida.”
De seguida, participámos numa outra proposta da formadora. Divididos em dois grupos, fomos desafiados a organizar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) segundo o seu grau de importância, recorrendo a uma representação visual — uma pirâmide, uma flor ou uma linha. O nosso grupo optou por construir uma flor. Ficou evidente que os três pilares da sustentabilidade — social, ambiental e económico — são fundamentais, embora a perceção da sua importância varie consoante a nacionalidade e as vivências de cada um. Neste âmbito, explorámos também o site The World's Largest Lesson.
Por fim, abordámos os impactos
ambientais e humanos da indústria da fast fashion. Refletimos sobre como
os têxteis usados nos países desenvolvidos alimentam uma verdadeira máquina de
desperdício e sobre o ritmo acelerado com que as marcas lançam novas coleções —
mensal ou até semanalmente. Discutimos ainda por que razão a roupa extremamente
barata, como a da Shein, representa um problema sério para o planeta.
Analisámos também o site The Circular Classroom, bem como um mapa que
ilustra o salário mínimo nos países emergentes e o rendimento necessário para
garantir uma vida digna — conclusões, sem dúvida, preocupantes.
Em jeito de conclusão, recordo as
palavras de George Orwell: “Somos todos iguais, mas alguns são mais iguais
do que outros.”
E, acima de tudo, fica a ideia essencial: menos é mais!




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